quarta-feira, 21 de março de 2007

RECORDAÇÃO DA INFÂNCIA!


Este é o CINE-MAGIC, brinquedo de minha infância. Era um revolver projetor. Projetava imagens na parede ou numa tela. Era muito interessante e divertido.
Este é o CINE-MAGIC, um projetor de imagens de brinquedo, fabricado pela ESTRELA, na década de 1950/60. Era o meu brinquedo favorito. Graças aos cuidados de minha querida mãe (que o guardou com desvelo) até hoje o tenho comigo. Já não mais funciona, porque lhe faltam algumas peças (passíveis de serem adaptadas).
As imagens eram projetadas na parede. O filme, em uma película de acetato, perfurada, contendo quadros, era colocado dentro do brinquedo (veja na figura abaixo). O “revolver projetor” era fechado e ao apertar o gatilho, o quadro se posicionava em frente a uma lente (objeto cilíndrico, na extremidade do cano do “revolver”) e uma luz se acendia, projetando a imagem na parede. Era um brinquedo mágico e muito divertido

Quando criança ganhei de presente essa maravilha. Como brincava com isso? O filmezinho (aquela fitinha que circunda o interior da “maquina” (ver foto acima) era ilustrado por quadrinhos desenhados que contavam uma pequena história. Como disse, ao apertar o gatilho os quadrinhos eram um a um projetados na parede. Minha mãe preparava uma tela (pano branco engomado) que pregava na parede no fundo do cômodo. A sala de projeção era o quarto da empregada, nos fundos de casa. Na entrada, colocava, em cima da cadeira, uma cartolina com cenas do filme, desenhadas por mim (era o cartaz que anunciava o filme que seria projetado). Os meninos da vizinhança pagavam ingresso para assistir. Como a projeção era muda, eu fazia a sonoplastia e era, também, o narrador do espetáculo. Era assim que brincava com essa maravilha da ESTRELA, em meus tempos de criança. Poderia ter sido um cineasta, um diretor de cinema, um dono de salas de espetáculos, mas sou apenas, um grande admirador da sétima arte.
Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas

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