sábado, 21 de abril de 2012

´Veja e ouça a música: VIDA DE PESCADOR

Aqui está a letra:

 A Vida De Pescador
Vou fazer o meu ranchinho na beira do rio só pra mim pescá
Pra fugir do baruião da cidade grande pra não istressá
Lá eu fico amoitado jogo um farelinho pra cevar o poço
Até esqueço que no banco eu tô atolado até o pescoço

Ai como é difícil a vida do pescador
de noite ele enrosca o anzor na gaiada da taboca
De dia ele queima no sor dando banho na minhoca

Levanto de madrugada pego a minha enxada e começo a cavá
Mais é pra ranca minhoca pra fisgar uns bagres pra nóis armoçá
Depois ranco umas mandiocas e jogo na água prelas istragá
Pra cevar peixe graúdo eu faço de tudo pra não trabaiá

Ai como é difícil a vida do pescador
de noite ele enrosca o anzor na gaiada da taboca
De dia ele queima no sor dando banho na minhoca

Vou chamar o Anizião um cabocro bão pra tarrafiá
Ele da uma tarrafiada que precisa quatro pra poder puxá
Dias desses lá no córgo ele apichou a sua tarrafinha
Pegou cinco jiripoca uma onça parda e dezoito galinha

Ai como é difícil a vida do pescador
de noite ele enrosca o anzor na gaiada da taboca
De dia ele queima no sor dando banho na minhoca

Tudo aqui no meu ranchinho é bem simpresinho eu falar pro ceis
É um farturão danado nóis pega dourado e sorta tra veiz
A pexaiana miúda nóis tem uma vara que é pra compará
Se não der um metro e meio nóis sorta o bichinho preles miorá

Ai como é difícil a vida do pescador
de noite ele enrosca o anzor na gaiada da taboca
De dia ele queima no sor dando banho na minhoca

Quando vai escurecendo nóis vorta pro rancho é hora de jantá
Um arroz com cambuquira um franguinho caipira que é pra variá
Depois nóis ferra no truco joga umas partidas que é pra relaxá
Ai nóis vai dormir tranqüilo pra no outro dia nóis vorta pescá.
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

General JOSÉ NOGUEIRA DE ABREU CHAGAS

Cel José Nogueira de Abreu Chagas

                                                                 14 Mar 56 a 13 Jun 57

Meu tio e padrinho, General JOSÉ NOGUEIRA DE ABREU CHAGAS foi comandante do 8º BIMTZ - 8º Batalhão de Infantaria, no Rio Grande do Sul.
Foi, também, comandante do 12 RI - Regimento de Infantaria, em Belo Horizonte, MG.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

LEMBRANÇAS EM PEDAÇOS

                                                LEMBRANÇAS EM PEDAÇOS
                                                                 Marco Aurélio Chagas



Na esquina de minha casa,

D. Leontina, aleijada,

no armazém do seu Caleb,

pedia esmola, a coitada!



No armazém do seu Malva,

lá no outro quarteirão,

a gente ia ali comprar

fieira para o peão.



Na loja do seu Tanaka

após o Cine Regente,

Cana Síria ia comprar.

Havia ali muita gente!



Iamos ao Praia Clube,

na manhã de domingo.

No almoço a macarronada.

A tarde jogava bingo.


No final do mês de junho

das férias, era o início,

comemorando São Pedro

e terminando o suplício.



Faziam parte da vida,

bola de gude e peão,

sem falar do papagaio

que ia ao ar, que emoção!



Após as chuvas, a finca

era o brinquedo ideal,

jogada ao solo molhado,

lá no fundo do quintal.



A noitinha mãe-da-rua

toda criança brincava,

indo de um lado a outro

num pé só que se pulava.


O chicotinho queimado

a garotada gostava,

frio, quente, quente, frio

e o escondido se achava.


Maria Viola também

era muito divertido:

com quem agora está a bola

que alguém havia escondido.


Nessas férias escolares

brincadeiras não faltavam.

Manhãs e tardes inteiras

e que a todos agradavam.


***

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

TEMPOS QUE JÁ LA VÃO...

TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO...

Marco Aurélio Chagas


Os comerciais da TV


chamavam nossa atenção.


Eram simples e criativos,

tocavam o coração!














“Já é hora de dormir

Não espere mamãe mandar

Um bom sono pra você

E um alegre despertar.”



E quem não se lembra disso!

Pontualmente às nove horas

passava esse comercial:

Cobertores Parahyba!













“Sua casa tem barata?”

“Então não vou lá”, dizia

o comercial curto e grosso.

É o FLIT na freguesia.









FNM é o caminhão

que rodava o dia inteiro,

e transportava o progresso

na mão do caminhoneiro.







Quem não se lembra da FLÁMULA

dos times de futebol.

A do Coelho e do Cruzeiro

e a do Galo maioral.









Era a minha preferida.

A MONARK PNEU BALÃO.

E eu sempre quis ter uma,

mas só na imaginação.








Foi a ITACOLOMI

a TV da minha infância.

O indiozinho tão simpático,

dos meus tempos de criança.





A camisa VOLTA AO MUNDO,

não amassava, impecável.

Uma invenção sem igual

era um sucesso novel.




E a caixinha azul de ANIL

deixava a roupa quarada

bem branquinha, quase azul,

depois de bem enxaguada.











Personagem d’ O CRUZEIRO,

a revista semanal.

O AMIGO DA ONÇA era

o de mais sensacional.













Nas agências dos correios

usava-se com um pincel

uma tal de GOMA ARÁBICA

pra colar selo ao papel.











O noticiário da noite

era o REPORTER ESSO,

um programa de notícias

que fazia um sucesso.







O anúncio CASAS DA BANHA

“açúcar é energia!”

Diziam com veemência

três porquinhos com alegria.











Quem não teve um VULCABRÁS!

Um calçado resistente,

engraxado com NUGGET

ficava bem reluzente.










Da CARTILHA não me esqueço,

que se chamava LILI.

Nela “IVO VIU A UVA”,

primeiras coisas que li.







A latinha de NEOCID

era toda amarelinha,

seu pó matava os insetos.

Pequenina e redondinha.



Meu cabelo era cortado,

tipo PRÍNCIPE DANILO.

Já não era criancinha.

Não sabia o que era aquilo.





As provas lá do colégio

eram feitas num papel


ALMAÇO, folha pautada,

e vendida a granel.







As crianças hoje em dia

FRANGO VIVO não conhecem,

e as travessuras da infância

todas elas desconhecem.





Você sabe o que é DECALQUE?

Colava-se no caderno.

Tinha o de flores e plantas.

É o que havia de moderno.









No princípio era o GRUDE,

colava tudo em geral,

depois veio o ARALDITE,

uma cola especial.





Antigamente chovia

e a GALOCHA era usada

calçada sobre os sapatos.

Era uma coisa engraçada!









Baralho do MICO PRETO

o recordo com saudade.

Nele soube que o bode

era o marido da cabra.

São lembranças dessa idade!








Papai tinha uma CALÇADEIRA,

pois difícil era calçar

sapatos naquela época

e servia pra ajudar.









O alpendre de minha casa

tinha o chão todo vermelho.

Usava-se o ESCOVÃO,

dava brilho como espelho!











A tia Eleonora

as crianças reunia

e projetava SLIDES,

era uma só alegria.





Do mês de julho eu me lembro,

passeando de JAPONA,

agasalho meio cinza,

que hoje seria cafona.









Lá estava o QUEBRA-QUEIXO,

um doce no tabuleiro,

no colégio, na saída,

de coco, com forte cheiro.







BOLINHA e LULUZINHA,

das revistas em quadrinho,

delas lembro com saudade,

do TARZAN e do REIZINHO.



***