quarta-feira, 18 de agosto de 2010

TEMPOS QUE JÁ LA VÃO...

TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO...

Marco Aurélio Chagas


Os comerciais da TV


chamavam nossa atenção.


Eram simples e criativos,

tocavam o coração!














“Já é hora de dormir

Não espere mamãe mandar

Um bom sono pra você

E um alegre despertar.”



E quem não se lembra disso!

Pontualmente às nove horas

passava esse comercial:

Cobertores Parahyba!













“Sua casa tem barata?”

“Então não vou lá”, dizia

o comercial curto e grosso.

É o FLIT na freguesia.









FNM é o caminhão

que rodava o dia inteiro,

e transportava o progresso

na mão do caminhoneiro.







Quem não se lembra da FLÁMULA

dos times de futebol.

A do Coelho e do Cruzeiro

e a do Galo maioral.









Era a minha preferida.

A MONARK PNEU BALÃO.

E eu sempre quis ter uma,

mas só na imaginação.








Foi a ITACOLOMI

a TV da minha infância.

O indiozinho tão simpático,

dos meus tempos de criança.





A camisa VOLTA AO MUNDO,

não amassava, impecável.

Uma invenção sem igual

era um sucesso novel.




E a caixinha azul de ANIL

deixava a roupa quarada

bem branquinha, quase azul,

depois de bem enxaguada.











Personagem d’ O CRUZEIRO,

a revista semanal.

O AMIGO DA ONÇA era

o de mais sensacional.













Nas agências dos correios

usava-se com um pincel

uma tal de GOMA ARÁBICA

pra colar selo ao papel.











O noticiário da noite

era o REPORTER ESSO,

um programa de notícias

que fazia um sucesso.







O anúncio CASAS DA BANHA

“açúcar é energia!”

Diziam com veemência

três porquinhos com alegria.











Quem não teve um VULCABRÁS!

Um calçado resistente,

engraxado com NUGGET

ficava bem reluzente.










Da CARTILHA não me esqueço,

que se chamava LILI.

Nela “IVO VIU A UVA”,

primeiras coisas que li.







A latinha de NEOCID

era toda amarelinha,

seu pó matava os insetos.

Pequenina e redondinha.



Meu cabelo era cortado,

tipo PRÍNCIPE DANILO.

Já não era criancinha.

Não sabia o que era aquilo.





As provas lá do colégio

eram feitas num papel


ALMAÇO, folha pautada,

e vendida a granel.







As crianças hoje em dia

FRANGO VIVO não conhecem,

e as travessuras da infância

todas elas desconhecem.





Você sabe o que é DECALQUE?

Colava-se no caderno.

Tinha o de flores e plantas.

É o que havia de moderno.









No princípio era o GRUDE,

colava tudo em geral,

depois veio o ARALDITE,

uma cola especial.





Antigamente chovia

e a GALOCHA era usada

calçada sobre os sapatos.

Era uma coisa engraçada!









Baralho do MICO PRETO

o recordo com saudade.

Nele soube que o bode

era o marido da cabra.

São lembranças dessa idade!








Papai tinha uma CALÇADEIRA,

pois difícil era calçar

sapatos naquela época

e servia pra ajudar.









O alpendre de minha casa

tinha o chão todo vermelho.

Usava-se o ESCOVÃO,

dava brilho como espelho!











A tia Eleonora

as crianças reunia

e projetava SLIDES,

era uma só alegria.





Do mês de julho eu me lembro,

passeando de JAPONA,

agasalho meio cinza,

que hoje seria cafona.









Lá estava o QUEBRA-QUEIXO,

um doce no tabuleiro,

no colégio, na saída,

de coco, com forte cheiro.







BOLINHA e LULUZINHA,

das revistas em quadrinho,

delas lembro com saudade,

do TARZAN e do REIZINHO.



***

3 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito, otimo esse!!! Beijo da filha da tia Eleonora!

Anônimo disse...

O objeto mais engraçado é a galocha. Mas era muito útil porque,naquela época, andava-se muito a pé. Beijos da mãe da filha da tia Eleonora.

Anônimo disse...

Boas lembranças!! A vida continua e as boas recordações e as saudades nos remetem a um futuro mais feliz! Com um abraço amigo, Agostinho Moreira